outubro 21, 2008

Casa nova

Porque a vida é mais simples com o blogspot.

http://toryyyy.blogspot.com 

 

(:

outubro 20, 2008

café com vinho branco

 

Combatendo vinho branco, jazz e procrastinação com café. Acho que não adianta muito, mas continuo completando a xícara com o líquido adocicado, enquanto a voz aveludada da cantora me deixa com as pernas amolecidas, vontade de deitar no chão em meio a almofadas e fumar um cigarro devagar. When they begin the beguine, eu tenho vontade de ler “A insustentável leveza do ser” ou “Cem anos de solidão” novamente, sem pressa nenhuma. Mas é preciso escrever infinitos caracteres até o final da semana tomada por trabalho e chateação. Então eu combato o marasmo do vinho branco com cafeína, olho para o relógio com tristeza e começo a escrever. When they begin the beguine, meu bem, when they begin the beguine
ella fitzgerald, begin the beguine. 

outubro 20, 2008

procrastinação

você sabe que está procrastinando quando, depois de sair de todos os programas possíveis para se concentrar num trabalho muito escroto, fica fazendo uma playlist “músicas pro trabalho do CC”. e depois cria um post sobre isso. 

hmn.

promissor.

eliott smith, needle in the hay. 

outubro 17, 2008

Alguém que eu conheço

ok. preciso ir dormir. vida adulta bombando amanhã.

outubro 9, 2008

morning sickness

juro que quando acordei com aquela sensação misto de vertigem e náusea, enquanto molhava os pulsos respirando fundo, revirada pela psicossomatização que assolava meu estômago, dei graças pelo meu papo de óvulos acabando ser, no fim, pura retórica de mulher rejeitada. 

the who, my generation. 

outubro 5, 2008

It’s just that it’s delicate

incrível como músicas antigas ainda conseguem fazer todo o sentido. é como se nada tivesse mudado em dois anos e eu ainda fosse aquela menina que ficava até as seis da manhã conversando no msn, ouvindo músicas deprê e escrevendo um blog desinteressante.

hnm. é, eu ainda sou. 

 

We might kiss when we are alone
When nobody’s watching
We might take it home

We might make out when nobody’s there
It’s not that we’re scared
It’s just that it’s delicate

So why do you fill my sorrow
With the words you’ve borrowed
From the only place you’ve know
And why do you sing Hallelujah
If it means nothing to you
Why do you sing with me at all?

We might live like never before
When there’s nothing to give
Well how can we ask for more
We might make love in some sacred place
The look on your face is delicate

So why do you fill my sorrow
With the words you’ve borrowed
From the only place you’ve know
And why do you sing Hallelujah
If it means nothing to you
Why do you sing with me at all?

So why do you fill my sorrow
With the words you’ve borrowed

From the only place you’ve know
And why do you sing Hallelujah
If it means nothing to you
Why do you sing with me at all?

(Damien Rice, Delicate.)

outubro 4, 2008

Tá na cara

Eu vou te dar a decisão
Botei na balança
E você não pesou
Botei na peneira
E você não passou
Mora na filosofia
Pra que rimar amor e dor
Se seu corpo ficasse marcado
Por lábios ou mãos carinhosas
Eu saberia, ora vai mulher,
A quantos você pertencia
Não vou me preocupar em ver
Seu caso não é de ver pra crer
Ta na cara

(Mora na Filosofia, Caetano Veloso)

setembro 30, 2008

Miudeza

Acabou a semana mais estressante. Espero que tenha acabado a montanha-russa emocional particular. Quero ficar para sempre na alegria pequena – ah, minha casa, meus amigos, meu violão. 

{a música eternamente no repeat}

sim, eu sou a mais feliz quando tem algum violão por perto.

sim, eu não sei cantar.

sim, eu estava em dúvida entre cantar e beber.

sim, a risada da ariane é mais legal.

sim, isso me faz tão bem.

setembro 16, 2008

Chão de Giz

Não vou me sujar fumando apenas um cigarro.

setembro 11, 2008

Amy particular (aka a mesa perfeita)

[crônica da Nanami]

Sinal dos tempos. Amy Winehouse posava para fotos egocêntricas, rodeada de adolesentes na mesa mais cobiçada do Vitrine – redonda, enorme, no canto esquerdo do pizza-bar da Augusta. As outras mesas, retangulares, impossibilitavam qualquer conversa inteligível em meio a gritaria de restaurante lotado de sábado.

O começo da década criou a terrível moda dos fotologs e, junto com eles, as chamadas “egoshots” – fotos geralmente tiradas de cima pra baixo com uma câmera digital, as espinhas cuidadosamente escondidas com Photoshop. Nossa Amy particular as tirava em profusão, posando enquanto acendia cigarros, entornava copos e beijava as outras pessoas da mesa. Todos riam muito, a câmera passando de mão em mão, subaproveitando a mesa perfeita com seus papos rasos de quem vai acordar muito tarde no dia seguinte, sem culpa no cartório.

Nós, os invejosos, já estávamos esticando a noite por conta e risco, em uma mesa ruim e retangularmente distante do garçom. A inveja da mesa perfeita ocupada é algo que traz o pior de todos nós. Ódio, ressentimento e amargura – impossível saborear a cerveja quente e a pizza duvidosa quando um grupo de infelizes ocupam o espaço que deveria ser seu. Por que viemos ao Vitrine, afinal? O ambiente é ruim, os garçons não percebem sua existência e a pizza demora para ficar pronta.

Alguém comenta que começou a chover lá fora. A indignação dá espaço para apatia. Qual foi a última vez que tirei uma egoshot? Em algum lugar do século passado chamado Ensino Médio. Meu Deus, que exagero. No século passado, o show do Queen que está passando no telão localizado no fundo do estabelecimento ainda era novidade. Será que a Amy sabe quem foi Freddie Mercury? Ou a história música começou quando a Pitty lançou seu primeiro CD?

As meninas da mesa ruim levantam-se na típica caravana “vamos ao banheiro”. Hora de encarar a multidão de cadeiras bloqueadoras de caminhos, engraçadinhos com cantadas unilaterais e o inevitável cubículo lotado, sem papel higiênico. Duas da manhã e o lugar continuava entupido de gente. Seguro a porta do reservado para a amiga, enquanto piso nos restos da pizza jogada no ladrilho – alguém conseguiu pedir pizza, afinal.

Surgida de lugar nenhum, os olhos embaciados de fumaça e álcool, Amy toca no meu ombro. “Desculpa, eu ia te falar ali na mesa mesmo, mas fiquei com vergonha. Eu vi que você ficou me encarando o tempo todo e sei lá, também te achei bonita. Quer sentar na minha mesa quando você voltar?”.

Para quem nasceu no século passado, abordagens no banheiro por pessoas do mesmo sexo não eram comuns. É uma pena. Sem graça e cheia de caretice, eu dispensei a Amy Winehouse, com sua mesa perfeita, adolescência sem culpa e as centenas de egoshots que tiraríamos juntas. A amiga saiu do reservado rindo. Eu chutei a pizza longe. Chega de Vitrine e Amy por hoje.

Amy Whinehouse, Rehab.

*

Sim, a história é real. Eu só exagerei um pouco a verdade, né Érika?